Artigo 1
Siemens, George (12-12-2004). Connectivism: A Learning Theory for the Digital Age. elearnspace. http://www.itdl.org/Journal/Jan_05/article01.htm
George Siemens, é um estudioso/investigador do modo como a aprendizagem é influenciada pela tecnologia. Neste sentido apresenta a teoria do conectivismo como uma teoria de aprendizagem em que o conhecimento se adquire pelas conexões e pela existência de uma rede, exponenciando a aprendizagem colaborativa em ambientes virtuais.
Siemens, discorre neste artigo sobre as três teorias de aprendizagem: behaviorismo, cognitivismo e construtivismo que até hoje têm sido, mais, usadas para sustentar os tipos de aprendizagem e de aquisição do conhecimento por parte do sujeito. Salientando, no entanto, que as mesmas surgiram numa altura em que a tecnologia não dominava o modo como vivemos e por esse motivo estão desadequadas na sua essência.Considera o autor que as mesmas não se coadunam com a velocidade, a que hoje, em dia o conhecimento fica desatualizado.
Neste artigo, Siemens, apresenta as ideias que estão por base da teoria do Conectivsmo, que considera que deve ser a base de sustentação para tudo o que está à nossa volta e para o modo como adquirimos o conhecimento. Reforça a importância da rede, pelas relações que se estabelecem, quer enquanto fontes de informação/conhecimento, quer enquanto disseminadores de informação/conhecimento, isto é, as redes servem ao mesmo tempo para adquirir e para produzir/divulgar conhecimento.
O artigo remete essencialmente para as implicações do conectivismo na aprendizagem, seja no papel do aluno que está no centro do processo, seja no papel do professor que deve ser o modelo/ o instigador do processo, necessitando de estar em constante atualização para ser um modelo. Refere as dimensões em que esta influência se verifica, noutras áreas, nomeadamente ao nível da:
· gestão e liderança;
· meios de comunicação;
· gestão pessoal do conhecimento;
· desenho de diferentes ambientes de aprendizagem.
Siemens, salienta que o conectivismo é um modelo de aprendizagem que reconhece a aprendizagem como uma atividade coletiva e que se adapta às mudanças que se verificam, sendo mais importante compreender onde se pode ir buscar a informação para resolver determinado problema, do que memorizar informação. Siemens (2204. P.8), refere “Our ability to learn what we need for tomorrow is more important than what we know today.”
“Connectivism presents a model of learning that acknowledges the tectonic shifts in society where learning is no longer an international, individualistic activity (…) Connectivism provides insight into learning skills and tasks needs for learners to flourish in a digital era.”
Artigo 2
Goulão, Maria de Fátima ( 2011). Ensinar a aprender na sociedade do conhecimento: O que significa ser professor? In, e-book Educação e Tecnologia: reflexão, inovação e práticas. Lisboa https://repositorioaberto.uab.pt/handle/10400.2/2771
Maria de Fátima Goulão é uma investigadora na área dos estilos de aprendizagem, nomeadamente no âmbito dos ambientes de aprendizagem e da autorregulação e da calibração de estratégias cognitivas em ambiente online.
Goulão, neste artigo, discorre sobre as alterações que a utilização da tecnologia trouxe no campo educativo. Reflete sobre a importância de um novo paradigma educativo que seja promotor das interações entre os diferentes intervenientes: aluno-professor e aluno-aluno, bem como do espírito colaborativo remetendo para a importância do uso de metodologias e estratégias que fomentem aprendizagens significativas.
Reforça o e-learning como ferramenta que potencia o acesso ao conhecimento, sem estarmos limitados por barreiras físicas e temporais. Salienta o estabelecimento de redes de informação e conhecimento que advêm das interações e conexões estabelecidas.
A implementação do e-learning, segundo Goulão, remete para 3 agentes implicados no processo: organização, professores e aprendentes.
No campo organizacional, salienta o facto de que não basta usar a tecnologia é importante mudar mentalidades. Aponta a necessidade de repensar os papéis do professor e estudante e o modo como se relacionam com os conteúdos. Reforça, ainda, a necessidade de se criarem/pensarem em novos currículos, tornando-os mais dinâmicos, bem como nos recursos a eles associados.
Goulão, preconiza a necessidade de ensinar os alunos a aprender e ensiná-los como se pode aprender, isto é, defende uma maior individualização do processo de ensino aprendizagem, enquanto responsáveis pelo mesmo, mas uma cultura colaborativa em que o conhecimento se consegue com o sucesso do processo individual de cada um.
Assim este novo paradigma remete para o aluno no centro do processo e o professor com um papel diferente, em que a sua função é guiar o aluno no processo, de modo a desenvolver a autonomia, responsabilizando-o pelo seu processo e o seu progresso no processo de aprendizagem.
Para além disso menciona o suporte por quanto a aprendizagem em rede acontece de modo síncrono ou assíncrono.
Neste sentido, e neste novo paradigma, o professor deve ser criativo, moderador e ainda um suporte. Goulão, reflete assim sobre os diferentes aspetos que o professor deve ter no contexto online, focando-se em 4 áreas de intervenção:
· pedagógica;
· social;
· tecnológica;
· organizativa
São nestas áreas, que vão estar contidas todas as competências essenciais, para que o professor dê resposta ao solicitado neste novo paradigma, em que se esperam alterações metodológicas, pedagógicas, psicológicas e mesmo afetivas.
“ (...) uma metodologia interactiva e cooperativa e com recurso a vários canais de comunicação” Goulão,(2011-p.72)
A propósito do primeiro artigo, é interessante apreciar a forma como o autor, e partindo das teorias da aprendizagem ditas tradicionais, apresenta o conetivismo, evidenciando a importância da tecnologia e seu papel na disseminação do conhecimento, que sugere a necessidade de haver quem possa adequadamente gerir o constante fluxo de dados para que possa, de facto, ser útil num contexto de ensino e aprendizagem.
ResponderEliminarTambém o segundo artigo alerta para o papel do professor neste novo ambiente tecnológico, professor este que deve procurar ser um guia, capaz de auxiliar o aluno num processo de construção do conhecimento e da aprendizagem.